Guerra de Milhagens
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Por Fabíola Binas
Em tempos de demanda decrescente para as companhias aéreas pelo mundo, as empresas nacionais acirram a disputa por clientes, ao promoverem uma verdadeira "guerra de milhagens". Agora foi a vez da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, que anunciou parceria com as instituições Banco do Brasil e Bradesco, para ofertar os chamados cartões co-branded internacionais, associados ao programa Smiles, de acúmulo de pontos, que vai oferecer vantagens aos portadores, podendo creditar milhas no programa de relacionamento Gol.
O acordo possibilitará à Gol o recebimento inicial R$ 252 milhões, cifra que pode chegar à casa dos R$ 300 milhões, relativos à compra das milhas do programa, por parte destes bancos.A estimativa é de que se chegue a um volume de um milhão de cartões dentro de alguns anos.
"Toda vez que o cliente utilizá-los [os cartões], ele automaticamente acumulará milhas, que poderão ser convertidas em passagens aéreas", explicou, em comunicado, Constantino de Oliveira Jr, presidente da Gol.
Herdado com a compra da Varig pela Gol, o Smiles conta com mais de 6,2 milhões de participantes, divididos entre 212 países, conforme contabilidade da companhia, que afirma ainda deter o maior programa de milhagem da América Latina. Segundo a Gol, o passageiro pode acumular milhagem junto a aéreas parceiras, bem como utilizar serviços e produtos de cerca de 150 parceiros não aéreos.
Disputa
Além da disputa por meio de tarifas atrativas, ficou clara a estratégia de fidelizar clientes pelos programas: a Azul Linhas Aéreas Brasileiras lançou semana passada o "Tudo Azul", de acumulo de créditos em dinheiro, sendo 5% do valor de cada bilhete. A aérea acaba de assumir a terceira posição nomarket share nacional. Por sua vez, a TAM linhas Aéreas ampliou sua força de fidelização ao lançar o "Multiplus Fidelidade", pelo qual quem viaja junta pontos em uma só conta, podendo trocá-los por produtos ou serviços de diferentes empresas. Na rota dos descontos, a quarta no ranking nacional, a WebjJet, do grupo CVC, resolveu dobrar o desconto a crianças de 2 a 11 anos, que passam a pagar 50% do valor da tarifa de adultos. Normalmente, o desconto para crianças é de 25% desse valor.
As companhias têm mesmo de adotar iniciativas para garantir sua demanda: ontem a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) revelou que elas tiveram prejuízo de US$ 3 bilhões no 1º trimestre, mundialmente. Outro agravante foi a ocorrência de mais uma alta no preço dos combustíveis.
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