Mil e uma conexões
Estamos entrando em período de alta temporada. Famílias buscam viajar principalmente para cidades costeiras onde encontram diversão, belas praias, sossego, ou muita agitação. A questão é: como chegar até estes destinos, geralmente sendo eles Rio de Janeiro, Natal, Fortaleza, Recife e Salvador, se você mora do outro lado do país, lá em Porto Velho ou Rio Branco ou até mesmo Marabá. Notou que as cidades mencionadas são algumas das capitais da região Norte do país. Mas não é só no Norte, no Centro-Oeste também.
O que estou falando é da dificuldade dos turistas brasileiros encontram ao voar de um extremo ao outro. A escassa opção de escolha para sair do sul e ir para o norte ou do oeste para o leste. Se vai viajar para um lugar muito distante, tem de fazer escalas e mais escalas até o destino final. É o que acontece com quem sai de Macapá com destino a Porto Alegre. Uma viagem bem longa, de carro muito mais, o jeito mais prático é pegar um avião, não é mesmo? Não, pode ser até mais rápido, porém não muito confortável, pois o passageiro pode ser submetido a várias escalas e isso cansa.Não é de hoje que isso acontece, mas de certa forma se acentuou desde a despedida de grandes empresas aéreas que tornavam mais práticos os vôos que cruzam o país. A falta de empresas aéreas no mercado gera desanimo dos turistas em viajarem para muito longe dentro do Brasil. Isso acaba afetando um pouco o turismo brasileiro.
Mas é fato, e pelo jeito parece que vai permanecer desse jeito. Quer um exemplo? No norte do Brasil temos sete capitais. Agora vá no site de alguma empresa aérea como TAM e Gol e tente fazer a rota de Palmas até Rio Branco sem escalas. Não existe!Na verdade, nem completou a solicitação. É certo que empresas como a TRIP e a Azul – futuramente espero – estão facilitando o fluxo de passageiros nas regiões deficientes que clamam por uma distribuição melhor de voos, mas isso veio tarde de mais.
É preciso o surgimento de companhias aéreas que se concentrem em oferecer serviços que evitem ao máximo as conexões. Vale lembrar que o mercado aéreo brasileiro tem muito a crescer e esta é uma ótima oportunidade para que novas companhias venham a entrar nesse mercado e fomentar a concorrência para fornecer novas opções de voos dentro do território brasileiro.Por Felipe Gonçalves
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