Desde o ano passado, eu tenho uma paixão por propagandas antigas, principalmente quando tem o nome Varig estampado na folha. Busco também reviver aqueles tempos encontrando imagens antigas relacionadas A Pioneira. As vezes vejo vídeos de décadas anteriores que mostram como a Varig foi crescendo e chegou aonde chegou, até cair nas mãos da Gol, quando a estrela brasileira já estava ao caminho de parar de brilhar. E foi o que aconteceu. Uma grande perda.Nessa semana, procurei fotos das aeronaves da Varig, enfatizando jatos de primeira grandeza como o glorioso DC-10-30, 707, Convair. Maquinas que vibravam os vidros dos aeroportos, cujo ruído era inconfundível. Quem viveu esses tempos em que o passageiro era muito valorizado sabe de que estou falando.
Quando comecei com essa fascinação por propagandas, a primeira que encontrei foi justamente a de um DC-10-30 no rodapé da folha e, logo acima um homem sentado numa poltrona da primeira classe. Mas não é só isso. No topo da página: ‘’ ÀFRICA A Varig lhe dá muito mais.’’ E ainda alguns textos: ‘’ Mais espaço, mais conforto. – Agora com o DC-10-30 você tem novas e muito mais confortáveis opções para chegar a Lagos, Abdjan e Luanda: as classes Premium, executiva e econômica.’’, abaixo ‘’ Mais Carga. –
O DC-10-30 amplia a capacidade de carga para que os exportadores brasileiros coloquem os seus produtos na Africa. Agora, a disponibilidade é de dezesseis toneladas por vôo. No outro lado ‘’ Mesmo Horário. – Muda o equipamento, mas não mudam os horários. Toda terça às 23:00h tem Rio/Luanda. As quartas às 23:05h Rio/Abdijan. Domingos às 22:00h Rio/Lagos’’ e por último, ‘’ Mesma Varig. – Mais conforto, mais espaço, mais carga e o mesmo padrão de serviço de bordo, reconhecido internacionalmente, da Varig.’’ Essas palavras são fiéis ao encarte que encontrei numa edição de Veja de 1989. Vinte anos mais tarde e eu me pergunto: Isso acontece hoje? A resposta tem três letrinhas. ‘’Não.’’
O DC-10-30 amplia a capacidade de carga para que os exportadores brasileiros coloquem os seus produtos na Africa. Agora, a disponibilidade é de dezesseis toneladas por vôo. No outro lado ‘’ Mesmo Horário. – Muda o equipamento, mas não mudam os horários. Toda terça às 23:00h tem Rio/Luanda. As quartas às 23:05h Rio/Abdijan. Domingos às 22:00h Rio/Lagos’’ e por último, ‘’ Mesma Varig. – Mais conforto, mais espaço, mais carga e o mesmo padrão de serviço de bordo, reconhecido internacionalmente, da Varig.’’ Essas palavras são fiéis ao encarte que encontrei numa edição de Veja de 1989. Vinte anos mais tarde e eu me pergunto: Isso acontece hoje? A resposta tem três letrinhas. ‘’Não.’’Em contrapartida, tais palavras mencionadas, são a certeza de que algum dia a Varig já foi assim. A empresa tinha reconhecimento internacional e revelava que era conhecida mundialmente, sem medo. Quando relembro isso, vem um sentimento inalienável. Não vendo nada disso por nada. Quem tem também não vai vender. Tudo de antigo que tenho, seja da Pioneira ou de qualquer outra companhia aérea, guardo. Isso é um tesouro. Pense se vou encontrar isso novamete?!
Mas só caiu a ficha de que a Varig se foi quando olho para isso.
E a certeza de que a Estrela já não brilha mais. Nos céus. Aqui em casa pode ter certeza que sim.
E a certeza de que a Estrela já não brilha mais. Nos céus. Aqui em casa pode ter certeza que sim.Se puder vou escaniar todas as propagandas que tenho para publicar em breve.

Claro, moderno não era. Mas se o preço da modernidade é andar espremido num antisséptico Boeing ou Airbus, bem, então devo ser a pessoa mais retrógrada do mundo.Mas veja que não estou só. Ainda hoje o Electra é citado em rodinhas de aficcionados, sempre acompanhado por um suspiro de saudade. Por falar em saudade, ela cresceu a tal ponto que em 1997 fui para o Alaska especialmente para voar nos últimos dos 169 Electras construídos que ainda transportavam passageiros em serviços regulares em todo o mundo. Três máquinas da Reeve Aleutian ainda voavam por lá. E esta é outra história que você pode ver aqui no Jetsite.Mas o fato é que em 6 de janeiro de 1992, uma segunda feira de muito sol, os últimos vôos (especiais, para convidados) com os majestosos quadrimotores foram realizados, celebrando quase 30 anos de serviços ininterruptos, exemplares. Nesta data, com grandes comemorações, a Varig aposentou os seus últimos Electras, substituídos pelos Boeing 737-300, desde então o principal equipamento da companhia na prestigiosa Ponte Aérea Rio-São Paulo.
Electra: o avião mais seguro de nossa aviaçãoA frota de 15 Electras que serviram na Varig bateu muitos recordes em nossa aviação. Se não foi o tipo mais longevo, foi certamente o mais seguro. Em toda a sua vida operacional em nosso país, apenas um, o PP-VJP, acidentou-se: foi em 5 de fevereiro de 1970 durante um vôo de treinamento em Porto Alegre. Fora isso, apenas panes ou incidentes como pousos de emergência sem a bequilha, fato que ocorreu com o PP-VLA e com o PP-VJM. E nada mais.Assim, nos seus 30 anos em serviço, a frota de 15 aeronaves da Varig voou nada menos que 777.140 horas, ou o equivalente a 88.7 anos sem sofrer nenhum acidente fatal! Neste período, foram nada menos que 736.806 pousos, numa média de 55.510 horas de vôo por aeronave e 52.629 ciclos por avião. Isto dá em média 4.93 pousos por dia, durante todos os 10.675 dias deste longo período. Os números impressionam mesmo: foram 217 milhões de quilômetros voados, ou 17.500 vezes a volta completa ao redor do mundo. Mas... o que aconteceu com cada um deles? Muita gente acredita que foram vendidos para os Estados Unidos, outros pensam que não há mais nenhum Electra em operação. Para desfazer tantas especulações, o Jetsite agora se encarrega de contar o paradeiro de cada um dos 14 Electras que serviram a Varig até 1992. Com o rigor de praxe, com a paixão de costume, listados por ordem cronológica, ou seja, a partir de seus primeiros vôos.