Por conta do acúmulo de pedidos dos últimos anos, as empresas dizem que os cancelamentos de agora não as preocupam. No mês passado, na feira de aviação Le Bourget, em Paris, o presidente da Airbus, Thomas Enders, declarou que a companhia poderia suportar até mil cancelamentos. "Com 3,5 mil pedidos em carteira, pode cair para 3 mil ou 2,5 mil que ainda teremos trabalho para os próximos cinco anos", declarou. A Boeing tem uma carteira de 3.469, suficiente para mantê-la ocupada por sete anos. Entretanto, as fabricantes estão lutando para manter o nível das entregas - o que significa manter as receitas. As companhias aéreas costumam dar um pequeno sinal no ato do pedido, enquanto o pagamento principal acontece no ato da entrega. No primeiro semestre, a Embraer entregou 96 aeronaves de todos os segmentos - sendo 67 para a aviação comercial. Isso representa apenas um avião a menos do que no primeiro semestre do ano passado. Mas, em termos de receita, houve uma redução significativa, dado que aumentaram as entregas dos jatos executivos Phenom, que são mais baratos. A fabricante, que entregou 204 aviões no ano passado, tinha uma previsão de entregar 272 este ano, mas reduziu essa previsão para 242 jatos. A Boeing entregou 246 jatos no primeiro semestre, pouco mais da metade do que pretende entregar ao longo de todo o ano, de 480 a 485. A Airbus entregou 254 aviões e planeja entregar 483 em todo o ano. No entanto, analistas estão pessimistas com relação a essas metas, num momento em que as companhias aéreas enfrentam forte queda no tráfego de passageiros e dificuldades na obtenção de crédito.
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